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sexta-feira, 14 de junho de 2013

Michael e Lisa - Entrevista no Prime Time - 1995

Em 14 de Junho de 1995, Michael Jackson e sua então esposa, Lisa Marie Presley-Jackson concediam uma entrevista para Diane Sawyer, no "Prime Time Live"





Assista à entrevista completa:




Comercial da entrevista




Obrigada pela visita ;)





quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Entrevista de Michael Jackson à Gold Magazine

Em Janeiro de 2002, Michael concedeu uma entrevista a repórter Madeleine Gold Girl da Revista Gold. Confira:


Michael Jackson é o Rei do Pop, é quem mais vendeu discos na história. Um homem cuja forma de dançar e cujas canções chegaram a todas as partes do mundo, de Joanesburgo a Jacarta, de Londres a Los Angeles. Mas é também um enigma.

Um garoto que se tornou uma estrela com os Jackson Five, que vem de uma família com imenso talento e, como filho mais novo, fez assim mesmo, com sua carreira solo, a mais bem sucedida de todos eles. É um dos poucos que foram mundialmente famosos tanto como crianças e também como adultos; e agora, está se reinventando de novo como estrela do cinema.

Apesar da sua fama, apesar do fato que esteja atuando, criando e improvisando desde que tinha idade suficiente para andar, Jackson é tímido ante a publicidade. Pode ter hordas de seguidores e fotógrafos ao seu redor quando quer dar um passo em público, mas é um homem extremamente reservado, que vive com sua família em seu rancho Neverland, na Califórnia.

Nessa rara entrevista, ele fala com Madeleine, a Gold Girl, sobre fama, o peso do estrelato na infância, sua visão da mídia e seu futuro no cinema.

Gold Girl: Você se vê mais como músico, artista ou intérprete?

Michael Jackson: Provavelmente tudo o que disse, porque eu gosto do mundo do entretenimento e sempre adorei entreter. Gosto de me converter em um escravo do ritmo, porque dançar é como interpretar os sons e compassos da orquestra. Você se converte no som, se converte no baixo, se converte no que escuta, e o faz. É o corporal.

Mas tento não ficar tão atrelado a isso e esquecer de pensar no futuro. Foram muitos os artistas que ficaram em seus passados e acabaram sozinhos, triste e acabados. Sempre digo para mim mesmo que nunca quero que isso se passe comigo e tentar lutar para aprender a lidar com o mundo, me apoiar, investir meu dinheiro, economizar. Quem sabe o que o amanhã trará? Temos que estar financeiramente protegidos para poder ajudar a si mesmo.

Gold Girl: Quer ser lembrado como um grande entertainment?

Michael: Gosto dos filmes e adoro a arte - e um arquiteto é um entertainment, o tipo que fabrica montanhas russas é um entertainment. Sabe onde construir as quedas, e que quando sobe, seja visto com antecedência...faz você dizer: 'Oh Meu Deus!' quando chega em cima justo antes de cair. É o mesmo que planejar um show ou uma coreografia. 

Gold Girl: Se converteu em um peso ao ser um dos astros mais reconhecidos do mundo?

Michael: Não há lugar no mundo onde posso ter alguma privacidade. O que mais dói é o fato que roubam a privacidade. É como viver em um aquário, mas é a verdade. Eu uso disfarces... mas as pessoas conhecem todos, é bem difícil.

Gold Girl: Que tipo de disfarces?

Michael: Batas, dentes postiços, óculos, perucas afro, próteses, maquiagem, de tudo. Tudo para me sentar entre as pessoas e experimentar um espetáculo da mesma forma que as pessoas experimentam. Quero me sentir como eles se sentem.

Gold Girl: E te descobrem?

Michael: Ás vezes, sim. De início não. Então começam a me olhar nos olhos. Ponho coisas, mas olham através dos óculos, as mulheres são muito hábeis. Você pode enganar um rapaz antes de uma moça. As mulheres podem me descobrir. Sabem a forma como meu corpo se movimenta, a forma de andar, a forma de gesticular. Eu as escuto dizer: 'Olha como ele move a mão' ou 'Olha sua maneira de andar' e penso: 'Oh não'.

Gold Girl: Se pudesse ser invisível durante um dia em Londres, o que você gostaria de fazer?

Michael: Oh! Poderia me beliscar? Deixa-me ver... acredito que encontraria alguns dos fotógrafos dos tabloides e lhes daria um chute no traseiro ao estilo moonwalk. Realmente gostaria de tirá-los dessas pequenas motos em que andam para me seguir. Se realmente pudesse, eu bateria neles com as câmeras para arrancá-las de suas mãos. Eles são muito inconvenientes. A primeira coisa que faria seria ir até eles, sim. Eles te deixam louco. Não consegue escapar deles. É terrível.

Gold Girl: Quem lhe inspirou mais profissionalmente, a quem poderia nomear?

Michael: Provavelmente Walt Disney; porque quando era pequeno cresci em um mundo adulto. Cresci no palco. Cresci em boates. Quando tinha sete ou oito anos estava em boates. Via mulheres tirando toda a roupa. Via mulheres peladas. Via homens brigando. Vi adultos se comportando como porcos.
Por isso agora odeio boates. Por isso tento compensar agora o que não fiz antes. Por isso quando chego na minha casa, vê que tenho um parque de diversões, um cinema, animais...Sou encantado com os animais - elefantes, girafas, leões, tigres e ursos, todas as espécies de serpentes. Consigo fazer todas essas coisas maravilhosas que não pude fazer quando era pequeno, porque não tinha todas essas coisas.

Não tivemos natal. Não tivemos festas de pijamas. Não tivemos escola, tínhamos um colégio privado quando estávamos em turnê. Não fui a um colégio público. Eu tentei durante duas semanas e não funcionou. Foi muito difícil. É difícil crescer sendo uma criança famosa. Muitos poucos chegam a fazer essa transição de criança famosa para um adulto famoso. É muito difícil.

Por exemplo Shirley Temple. Eu a conheci em São Francisco e me sentei na sua mesa e chorei muito. Ela disse: 'O que aconteceu Michael?' Eu lhe disse: 'Eu adoro você. Necessito passar mais tempo com você.' Seguiu dizendo: 'É um de nós, não é?' e disse: 'Sim, eu sou'. Alguém mais disse: 'O que quer dizer?' e ela respondeu: 'Michael sabe do que estou falando.' E sabia exatamente o que queria dizer - estar ali com uma estrela infantil e fazer com êxito a transição da fama como adultos é muito difícil. Quando é uma criança famosa, as pessoas querem que você nunca cresça.

Gold Girl: Conte-me mais sobre seu interesse nos parques temáticos - que têm de tão interessante para você?

Michael: Minhas coisas favoritas dos parques temáticos - e tenho um bom olho para eles porque viajei ao redor do mundo muitas vezes - é que adoro ver como as pessoas reúnem suas famílias e como se divertem. Realmente faz com que se unam. Eu vou pela diversão, mas também para estudar. Há muitos parques que tenho que ir quando estão fechados porque não posso ir nas horas normais. São como uma cidade fantasma.

Gold Girl: Você já escutou esse comentário de que você tem planos de fazer um parque temático em Las Vegas?

Michael: Já fiz muitos projetos em Las Vegas, e acredito que fiz foi ampliar a demografia de lá. Porque quando era um garoto - não tinha mais de oito anos - meus irmãos e eu queríamos ir a Las Vegas, e nessa época não permitiam as crianças de entrar nos cassinos. Assim só podíamos ficar nos quartos, aborrecidos, sem nada para fazer enquanto as pessoas faziam as suas apostas.

Só havia um lugar em Vegas para as crianças chamado Circus Circus. Era um hotel cujo tema eram os palhaços, assim tinham trapezistas e chimpanzés andando em monociclos. Quando fui ficando maior, atuamos muitas vezes em Vegas - atuamos ali muitas, muitas vezes - e eu dizia: 'Não é legal que não haja nada para crianças aqui'... assim comecei a conceber a ideias para alguns donos de hotéis. E agora é como o reino das férias temáticas dedicadas a família.

Gold Girl: Quais são suas personalidades favoritas?

Michael: Eu gosto das pessoas que ajudam por prazer e traz felicidade para o planeta e a humanidade, pessoas de luz - desde Walt Disney a Ghandi, de Edison a Martin Luther King. Eles são pessoas com luz, gente que realmente se preocupa com as crianças, por manter a unidade familiar e o amor.

Isso que trato de dizer na minha música e nas minhas canções. Se assistir a algum dos meus shows, meus espetáculos, verá 200.000 pessoas gritando, levantando cartazes, dizendo 'Queremos curar o mundo' ' Te Amamos'. Eu vi isso em todo o mundo, desde a Rússia até a Alemanha, da Polônia até a África, até a América. Todos somos iguais. As pessoas choram nas mesmas partes do show. Se enojam nas mesmas partes do show, fazem as mesmas coisas nas mesmas partes.

Gold Girl: Você foi amigo do Fred Astaire?

MJ: Sim. Fred Astaire era meu vizinho. Eu o via todas as vezes quando andava com minha scooter. Sempre me dizia quando era pequeno: 'Você vai ser uma grande estrela'. Me disse que pensava que eu era um grande artista e muito bom quando me movia. E sempre quando dizia: 'É o melhor' e eu respondia: 'Não, você é o melhor'.

Recordo a primeira vez que fiz o moonwalk. Fred me telefonou. Estava histérico no telefone. Me disse que era a melhor apresentação que tinha visto em sua vida. Lhe disse 'Oh, até parece'. Me disse 'Michael, é um demônio movendo-se. É um demônio de bailarino'. Lhe disse: 'Bem, vindo de você, não necessito mais de prêmios'. Porque fui indicado a um Emmy por aquela atuação, e não ganhei, mas não me importei porque Fred Astaire disse que ele tinha se encantado com a minha atuação, e esse é todo o prêmio que eu necessitava.

Gold Girl: Se pudesse trabalhar com alguém, vivo ou morto, com quem sería?

Michael: Se pudesse trabalhar com qualquer, seria com Charlie Chaplin, a quem adoro. Também com Laurence Oliver que foi um gênio, realmente. Com aqueles dois caras, acredito. Também com o rei, Marlon Brando.

Gold Girl: No ano passado contracenou em um vídeo, You Rock My World, com Marlon Brando. Como é trabalhar com o mestre?

Michael: Brando é um grande amigo. É muito parecido comigo. Não gosta muito de sair. Vem a Neverland ou fica na minha casa em Mulholland Drive, ou viaja ao Tahiti. Seu filho trabalhou para mim durante mais de 20 anos, e seu outro filho era meu colega de classe no meu colégio. Simplesmente é um gigante.
Vê como é inteligente porque quando trabalha comigo sempre diz: 'Sei que botão pressionar para encontrar a emoção em você'. Me conhece muito bem. Sabe como levantar minha moral, assim que diz certas coisas que realmente me animam. É um gênio. É um rei. É o último daquela geração. É um homem brilhante, uma pessoa encantadora. Eu desejo o bem a ele é um ótimo amigo.

Gold Girl: Você teve uma participação em Men In Black II, foi por trabalho ou diversão?

Michael: O projeto de Men In Black foi realmente muito divertido porque atuei como eu mesmo, como um garoto novo.

Gold Girl: É óbvio que desde o vídeo de Thriller tem um grande interesse nas artes visuais.

Michael: Em tudo que faço, gosto de me dirigir, ou trabalhar bem próximo do diretor - co-dirigimos e vamos apontando as ideias juntos. Se vê Ghosts, aparece co-escrito por Michael Jackson e Stephen King. O escrevemos pelo telefone, Stephen e eu - é impressionante. Escrevemos pelo telefone, falando um com outro.

Fonte de Pesquisa: Cartas Para Michael


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

‘Billie Jean’ completa 30 anos e site lista 30 curiosidades sobre a música!


Na última terça-feira (1), a música "Billie Jean", de Michael Jackson, completou 30 anos. Lançada em 1983, a faixa foi inicialmente reprovada pelo produtor Quincy Jones, mas acabou sendo lançada como segundo single do álbum "Thriller".



Para comemorar o aniversário da canção, uma das mais vendidas da história, o site da revista "New Musical Express" listou 30 curiosidades sobre a canção:

1. A música foi mixada 91 vezes pelo produtor Bruce Swedien;

2. Walter Yetnikoff, presidente da gravadora de Michael Jackson, ameaçou acusar a MTV americana de racismo quando a emissora mostrou resistência em divulgar o clipe de "Billie Jean", por ser estrelada por um negro;

3. Michael compôs "Billie Jean" enquanto dirigia seu Rolls-Royce. Ele ficou tão absorto na composição, que não notou que seu carro estava pegando fogo. Um motociclista o avisou do perigo;

4. Quincy Jones não queria que "Billie Jean" aparecesse em "Thriller";

5. Jones odiava a linha de baixo da canção;

6. Ele também odiava a introdução da música;

7. "Mas essa é a delícia. É isso que me faz querer dançar", respondeu Michael às críticas de Jones;

8. Michael Jackson e Quincy Jones discordaram sobre o título da canção. Preocupado com a possibilidade de as pessoas confundirem o personagem da música com o tenista Billie Jean King, Jones queria que o single se chamasse "Not My Lover", mas Michael ganhou a discussão;

9. No entanto, Michael não conseguiu os créditos de co-produtor da faixa, muito menos os royalties;

10. Michael cantou os vocais de "Billie Jean" em um tubo de papelão de seis metros de comprimento;

11. O primeiro "Moonwalk" de Michael foi executado quando ele cantou "Billie Jean" no programa "Motown 25: Yesterday, Today, Forever";

12. Michael confessou a Daryl Hall que se inspirou na música "I Can't Go for That (No Can Do)" da banda Hall & Oates para compor "Billie Jean";

13. Nas gravações, Michael acertou os vocais em apenas uma tomada;

14. Os cabelos de Michael pegaram fogo durante as gravações de um comercial para a Pepsi, que tinha "Billie Jean" como trilha sonora;

15. "Billie Jean" foi a faixa que impulsionou o disco Thriller, o álbum mais vendido de todos os tempos;

16. Michael explicou que "Billie Jean" é uma música sobre groupies. Ele escreveu a canção baseado na sua experiência com as fãs do "Jackson 5". "Naquela época, toda garota alegou que tinha um filho dos meus irmãos", disse Michael;

17. Outra teoria para a música é que "Billie Jean" é uma pessoa real;

18. O biógrafo J. Randy Taraborrelli diz que "Billie Jean" é uma mulher que escreveu uma carta para Michael Jackson dizendo que ele era pai de um de seus gêmeos;

19. Depois de uma série de cartas, a mulher teria enviado um pacote que continha uma arma para Michael, dando instruções para que ele cometesse suicídio em determinada data, depois que ela e o bebê também estaria mortos;

20. Michael Jackson chegou a traçar um retrato falado da perseguidora que enviou o pacote para sua casa;

21. Um cover de "Billie Jean" foi gravado por Ian Borwn;

22. O filhote de tigre que aparece no final do vídeo pertencia a Michael e se chamava Thriller;

23. Michael Jackson não dança até metade do vídeo. Ele só começa as coreografias a partir de 2:31 do clipe;

24. A canção está na chave de F#menor;

25. O código de barras na capa do álbum continha sete dígitos e circularam boatos de que seria o número do telefone de Michael Jackson;

26. Chris Cornell também fez um cover, razoável, de "Billie Jean".

27. A música foi remixada por Kanye West para a edição de 25 anos do álbum Thriller em 2008;

28. Quincy Jones disse para o engenheiro de áudio da música adicionar "personalidade sônica" à canção;

29. Ele também disse para Swedien criar um som de bateria que ninguém tivesse ouvido antes;

30. O manuscrito da letra de "Billie Jean" foi vendido por £24,984 em um leilão em 2012.


De: MidiaMaxNews




terça-feira, 4 de dezembro de 2012

TV Guide entrevista Michael Jackson em Dezembro de 1999

Entrevista concedida por Michael a revista TV Guide em 4 de Dezembro de 1999

Créditos de pesquisa: Fórum Number Ones


"The Once and Future King"

A lenda é quase grande demais para ser compreendida, mas nunca deixa de ser fascinante. Como fazer sentido de Michael Jackson, um homem cujo talento imensurável é muitas vezes ofuscado pelas manchetes dos tabloides  O ex-vocalista do "Jackson 5" saltou para a fama com seu álbum solo de 1982, Thriller (cujo vídeo foi declarado o maior já feito pela TV Guide e MTV).

Então, em 1993, as alegações de abuso sexual infantil feitas contra ele por um garoto de 13 anos - acusações que foram resolvidas fora do tribunal por uma quantia não revelada, e que o cantor nega com veemência - manchou fortemente a sua imagem platinada. Ainda assim, Jackson pressiona o "on". 

Sentado em uma suíte de hotel de Nova York, a estrela pop notoriamente tímida é carismática e efervescente - até mesmo, um "cara normal" - quando ele discute projetos futuros, incluindo um CD, ainda sem título, que ele descreve como "feliz, música dançante, coisas de relacionamento", e um álbum em que se reunirá com seus irmãos. E depois há "The Nightmare of Edgar Allan Poe", em que irá estrelar como o escritor do século 19. Programado para filmar no próximo ano, Jackson diz que está fazendo o filme porque a vida de Poe, fala: " É muito interessante", acrescentando, sem ironia: "Eu amo um artista que não faz apenas o que lhe dá segurança".




TVGuide: "Thriller" mudou os vídeos de música para sempre. De onde você tirou a ideia?


Michael Jackson: 

Meu irmão Jackie veio à minha casa e disse: "Estás vendo esse show que está na TV? Tudo o que eles fazem é tocar música. É a MTV. Eu o avaliei e pensei que o conceito era muito interessante. O que eu não gostei foram os vídeos, que eram apenas uma colagem de imagens, eu pensei que se eu fosse fazer um, gostaria de fazer algo com um pouco mais de valor de entretenimento. Meu sonho era fazer algo com um começo, um meio e um fim, como um curta-metragem.

TV Guide: Você já imaginava que Thriller e os vídeos do álbum iria catapultar a sua carreira na estratosfera?


Michael:

Eu realmente não pensei sobre o que o álbum faria, eu só queria criar o que eu gostaria de ver. E o meu principal objetivo para [o vídeo] "Thriller" era fazer algo que seria assustador, divertido e emocionante.

TV Guide: Como você olha para aquilo, agora?


Michael:

Eu vejo isso como um momento feliz e um momento triste. Porque ele realizou um monte de meus sonhos. A notoriedade foi maravilhosa.

TV Guide: Você também disse que foi um momento triste.


Michael: 

Sim. Se eu não fizer exatamente o que estou pensando, eu fico muito deprimido.


TV Guide: Você quer dizer que o álbum ainda não fez jus ao que você tinha imaginado?


Michael: 

Não completamente.

TV Guide: Quais músicas deixaram você decepcionado?


Michael:
 
"Wanna Be Startin' Something". Compor é uma forma de arte muito frustrante. Você tem que colocar na fita exatamente o que está tocando dentro de sua cabeça. Quando eu escuto-o aqui...

[aponta para a cabeça]

É que é maravilhoso. Tenho de transcrever aquilo para a fita. "The Girl Is Mine" [seu dueto com Paul McCartney] não era completamente o que eu queria, mas é muito agradável. Mas "Billie Jean" está toda lá. Trabalhei tão duro com isso. Eu trabalhei durante três semanas só para dominar o baixo.


TV Guide: A luva, as meias brancas, a jaqueta de couro vermelha - como essas coisas surgiram?


Michael: 

A luva era apenas - eu pensei que uma era mais legal do que duas. Gosto de realçar o movimento. O olho vai para onde o branco está - a luva. E os pés, se você está dançando, você pode colocar um ponto de exclamação no seu movimento, se tiver um pouco de luz sobre ele. Então eu usava meias brancas. E para o desenho da jaqueta, eu me sentava com as pessoas que fizeram a roupa a dizer-lhes onde eu queria um botão ou uma fivela ou um desenho. Mas eu não uso mais esse visual. É triste ficar preso ao passado. É por isso que eu não ponho prêmios em minha casa. Não existem Globos de Ouro, nenhum Grammy. Eles estão guardados. Eu não gostaria de estar cheio de orgulho, porque eu sentiria como se eu não tivesse mais coisas para alcançar. E isso não é verdade.


TV Guide: Você sente que o seu período mais criativo ainda está por vir?


Michael:
 
Eu acho que o melhor trabalho está chegando, mas eu gostaria de ir para outras áreas, não continuar a fazer álbuns pop após álbuns pop.


TV Guide: 
Há artistas que estão fazendo coisas interessantes musicalmente?

Michael:
 
Há algumas idéias criativas maravilhosas, mas eu acho que ninguém está sendo realmente inovador. Eles estão principalmente pegando os antigos e tentando integrá-los com o novo.


TV Guide: Há alguém com quem você gostaria de trabalhar?


Michael

Há uma grande quantidade de artistas que admiro, mas não.


TV Guide: Qual é a sua música favorita?


Michael: 

Você ficaria chocado. Esta manhã eu estava cantando Rogers e Hammerstein. Esse é o material que eu canto em casa - "My Favorite Things" de "The Sound of Music" e "Absent Minded Me", essa canção de Streisand. Eu também sou um grande fã dos antigos musicais da MGM, eu sou um grande fã da melodia.


TV Guide: Qual é sua canção favorita para apresentar?


Michael: 

"Billie Jean", mas só quando eu não tenho de fazê-lo da mesma maneira. O público quer uma determinada coisa. Eu tenho que fazer o moonwalk no mesmo local.

[risos]. 

Eu gostaria de fazer uma versão diferente.


TV Guide: Quem é seu público hoje?


Michael: 

Eu não sei. Eu apenas tento escrever uma música maravilhosa, e se eles amam, eles amam. Eu não penso de forma demográfica. [A gravadora] tenta me fazer pensar dessa maneira, mas eu só faço o que eu gostaria de ouvir.


TV Guide: Há um novo Michael para o milênio?


Michael:
 
Sim, tenho algumas coisas planejadas. Acho que vai ser totalmente diferente do que eu fiz antes. Há uma canção no novo álbum chamado "I Have This Dream". É uma canção do milénio sobre o mundo e o meio ambiente, co-escrita com Carol Bayer Sager e David Foster.


TV Guide: Você acha que vai sair em turnê de novo?


Michael: 

Eu não penso assim. Isso exige muito de mim.


TV Guide: Você raramente sai em público sem um disfarce. Por quê?


Michael: 

Eu não vejo outra maneira. Eu tentei tudo. 

[risos]. 

Temos gordos. Freiras. Palhaços. Truque ou ilusão é o melhor para mim. E Mardi Gras.

[tipo de máscaras].


TV Guide: Você acha que nunca vai ser capaz de andar livremente como você mesmo?


Michael: 

Eu me disfarço por diferentes razões. Eu gosto de estudar as pessoas - ser como a mosca na parede. Mesmo que sejam as duas senhoras de idade sentadas em um banco ou algumas crianças em um balanço. Porque eu não sei como é viver em uma situação cotidiana. Uma vez eu estava em uma loja de discos, completamente disfarçado, e umas meninas estavam comprando o meu álbum e falando tudo sobre mim. Eu estava literalmente ao lado delas. Foi maravilhoso. Eu adorei. Mas se eu sair como eu mesmo, não posso ter divertimento. 

As pessoas sempre dizem: "Por que não apenas ir a uma festa?" Logo que eu estou dentro, a festa acabou - para mim. É uma festa para eles, mas eles estão colocando todas as seus cartões na minha cara, dizendo: "Lembra de mim? Eu te conheci, há quatro anos no..." E eu digo: "Eu não me lembro." Então eu não posso desfrutar da experiência. Tocam todas as minhas canções. Eu não vim para ouvir minha música. E todo mundo começa a cantar, gritando: "Dance!"... Bem, eu quero ver você dançar, para variar.


TV Guide: Você acha que, dada toda a mídia negativa que você teve, as pessoas vão julgá-lo apenas pela sua música ?


Michael: 

Eu penso que não. Porque [a imprensa] me fez esse monstro, esse louco que é bizarro e estranho. Eu sou nada disso.


TV Guide: Há alguma coisa que você possa fazer para mudar essa impressão?


Michael: 

Bem, tudo o que posso fazer é ser eu mesmo e criar a partir de minha alma. Mas eles pegam isso e manipulam.


TV Guide: Mas o que vai fazer você parecer bem para pessoas que pensam, "Ele é estranho, ele tem animais exóticos em sua casa", ou ...


Michael: 

Deus criou os animais. E eles são amáveis, eles são maravilhosos. Eu sinto o caminho que [a antropóloga] Jane Goodall faz ou qualquer um desses naturalistas. Eu não acho o meu interesse em animais, de qualquer modo, esquisito ou estranho.


TV Guide: E sobre cirurgia plástica?


Michael: 

Todos em Hollywood fazem cirurgia plástica! Eu não sei por que eles miram em mim. A imprensa exagera. É apenas o meu nariz, você sabe. Eles querem que seja tudo. Só o nariz não é suficiente. Elvis operou o nariz - Lisa Marie [Presley, com quem Jackson foi casado de maio de 1994 a janeiro de 1996] me disse. Eles não falam sobre isso. Eles só apontam para mim. Não é justo.


TV Guide: OK, bem, agora que você citou Lisa Marie, eu li que você disse que ela lamenta não ter tido o seu filho e que ela ainda pode querer ter um filho com você. Isso é verdade?


Michael:
 
Bem, eu me lembro que é como ela se sentia na época. 

[risos]

Não importa o que eu diga, estou com problemas com essa questão - a próxima edição [do TV Guide] provavelmente vai dizer: "Bem, Lisa disse que ela não quer vê-lo de novo nunca mais!" 

[risos].


TV Guide: Você dois são amigos agora?


Michael:
 
Lisa é doce. Eu gosto muito dela, e nós somos amigos. E quem sabe o que o amanhã trará? Eu não tenho nenhuma idéia de como ela se sente hoje. Eu só vou dizer isso. Ela vem até minha casa e vê os meus filhos [de Jackson, do segundo casamento, com Debbie Rowe, com quem se casou em novembro de 1996 e que pediu o divórcio em outubro de 1999], e nós nos falamos ao telefone, esse tipo de coisa.


TV Guide: Você acha que você vai casar de novo?


Michael: 

Isso seria ótimo.


TV Guide: O que faria o encanto acontecer pela terceira vez?


Michael: 

Ele [o encanto] só tem que me pegar. Você tem que ver essa pessoa e pensar: " É ela. É a única."


TV Guide: Você se sentiu assim com os seus dois casamentos?


Michael: 

Sim. É claro.


TV Guide: Você desejaria ainda ser casado?


Michael: 

Sim, eu queria. Mas você tem que fazer o que é melhor. O que acontece, acontece. Você tem que respeitar isso.


TV Guide: Quem são seus amigos mais próximos?


Michael: 

Elizabeth [Taylor], com certeza. Nós vamos ao cinema toda quinta-feira.


TV Guide: Você vai a uma sala de cinema comum?


Michael: 

Eu quero ir para o estúdio Warner Bros, e ela se recusa. Ela diz: "Não, estou te levando pra fora." Então, vamos direto para esta área - que não posso dizer qual é - e caminhamos direto pra lá e dentro normalmente está vazio, porque [a maioria] das pessoas estão trabalhando no momento. [Os funcionários do cine] dizem, "Uau, venham!", e nós nunca pagamos. E nós somos os únicos que podem pagar!

 [risos]


TV Guide: Vamos falar sobre os seus filhos [Prince Michael, 2, e Paris Katherine, 1]. Tenho que perguntar-lhe sobre este negócio que saiu nos jornais recentemente sobre você e Debbie não serem os pais biológicos de seus filhos, sobre ela está sendo fecundada com óvulo de outra mulher, por inseminação artificial.


Michael: 

Isso é lixo total. É só lixo e não é verdade.


TV Guide: As crianças vivem com você em Neverland?


Michael:

Eles estão em Neverland há duas semanas. Acho que eles perceberam pela primeira vez que é o seu lar. Usaram-na sempre pensando que era algum resort. Nós ficamos em hotéis em todo lugar. Eles não percebiam que o trem e a estação de comboios era para eles, e que os passeios são para eles. Agora eles falam: "Nós queremos ir para Neverland!"


TV Guide: Como são as suas personalidades?


Michael:

Prince me diz todos os dias que ele tem de fazer filmes. Então eu comprei para ele esta câmera de vídeo. Eu digo: "O que estamos fazendo neste momento?" Ele diz, "Star Wars". Então nós colocamos alguns bonecos sobre a mesa, e os fazemos se mexerem. E Paris só agora está começando a falar e andar. Ela é muito doce. E eu estou surpreso como ela adora bonecas. Minha irmã Janet não gosta desse tipo de coisa. Ela era uma moleca. Eu pensei que [Paris] ia ser assim, mas ela não é.


TV Guide: 
E você está trocando suas fraldas e dando comida a eles?

Michael:

Sim, eu amo isso. É um monte de trabalho. Eu achava que estava preparado, porque eu li tudo sobre criação de filhos, mas é muito mais emocionante do que eu jamais imaginei que seria. O único arrependimento que tenho é que eu gostaria de ter feito isso antes.


TV Guide: Você canta e dança para eles?


Michael:

Isso é o que eu faço para mantê-los quietos, se eles estão chorando. Se eu começar a dançar, eles ficam quietos.


TV Guide: Você quer ter mais filhos?


Michael:

Com certeza. Eu disse ao meu pai [Joe]: "Eu vou igualar seu recorde". Ele teve 10.


TV Guide: Como é o seu relacionamento com seu pai agora? Você esteve distante dele por um tempo.


Michael:

Agora, eu tenho o melhor relacionamento que eu já tive com ele. Acho que, com a idade e o tempo, ele está mais amadurecido para se tornar uma pessoa agradável. Ele vai simplesmente me diz, "Como você está? Você está comendo? Isso é tudo que eu queria saber". E não: "Quero que você assine este contrato!" Ele só quer saber se eu estou bem. Eu acho que é realmente agradável. E minha mãe [Katherine] é como um perfeito anjo.


TV Guide: Aos 41 anos, você está feliz?


Michael:

Bem, eu normalmente sou feliz. Eu não deixo nada me derrubar, não importa o quê. Eu gosto de ouvir o som da água e pássaros cantando e risos, você sabe. Eu amo tudo que é autêntico, verdadeiro, coisas inocentes. Eu nunca iria para uma festa ou um clube. Eu fiz isso quando eu era criança, e não me interessa mais fazer isso.


TV Guide: Eu achei chocante ler uma citação recente em que você disse que, se não fosse o seu desejo de ajudar as crianças do mundo, você jogaria a toalha e se mataria. Você realmente se sente assim?


Michael:

Eu sempre pensei assim. Porque eu sentiria que eu não tenho nada pelo que viver.


TV Guide: Nem mesmo para si mesmo e para sua própria criatividade?


Michael:

Eu não me importaria. Tudo o que crio é inspirado por esse tipo de inocência. E a natureza, é tudo.. Tem que ser. Eu quero dizer, é isso mesmo.



Obrigada por Ler...


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